segunda-feira, 16 de julho de 2012

Que Augusta?

- Eu e minhas paixões por São Paulo.


É sexta-feira, fim de tarde e inúmeras pessoas apressam-se para ir pra casa, pegar o transporte público lotado (e lerdo) ou simplesmente ir para um happy hour qualquer esquecer da vida.

Eu particularmente gosto de esquecer da vida quando estou em lugares que me aglutinam, lugares que fazem com que eu me sinta em casa.

Falando em gostos, a minha apreciação insana pelo centro velho de São Paulo faz com que eu goste de esquecer a vida por lá, no meio de alguns prédios abandonados, uma cerveja e boa companhia...

Gosto de me perder pela noite, com alguém segurando a minha mão, olhando pra mesma paisagem que eu, sentindo as mesma sensações.

Não importa se for João, Antônio, Paulista ou Augusta. Eu gosto de estar por aí, vivendo o que me faz bem (com quem me faz bem!).

Como já falei, se São Paulo atinge as pessoas de um jeito muito peculiar, a noite em São Paulo então torna essa peculiaridade uma tatuagem, um vício sem fim.

Vale se embrenhar rua abaixo, procurando um canto pra ficar: boteco, bar requintado, padaria, pizzaria, chinês, mexicano, isopor de bebida na rua, que seja! Até raiar o sol ainda haverá muito tempo pra decidir e curtir a cidade na sua maneira mais crua e atraente.

Conheça o Bar Ibotirama: http://www.ibotiramabar.com.br/ fique no andar de cima, próximo da janela e curta a paisagem.


(Agradecimentos para os olhos que fazem a luz do meu dia e me inspiraram pra escrever aqui, sobre esse lugar, esse tema, tudo!)

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Hoje é dia do Rock?

- Eu me recuso a comemorar o dia do Rock'n Roll hoje e em qualquer outra data!
  

Dia do Rock não é 13 de julho de qualquer ano. O dia do Rock é uma metáfora, um paradoxo para quem não entende e não sente o que essa obra completa significa.

É fácil de compreender que para ouvir boas músicas (velhas ou recentes) de Rock, não é necessário seguir um estereótipo, exceto aqueles que protestam com suas músicas e trazem o protesto para sí próprios, mostrando-se em suas roupas, cabelos e atitudes e dentro de seu cotidiano.

Ouvir Rock não significa vestir-se de preto e sair bancando o deprimido por aí, ou virar "marginalzinho" da moda, se drogar e se tatuar pra mostrar que "pertence" ao Rock. Essas coisas acontecem por uma infinita quantidade de fatores que acabam atreladas ao estilo musical, apenas como uma saída de escape da sociedade.

" Ah, mas você viu o filho da Maria? Foi só começar a escutar a escutar AQUELE tipo de música que deu no que deu... Tatuagens, bebedeira, drogas..."

Parece um pensamento antiquado, não? Mas infelizmente ainda acontece. É triste mas, qualquer indivíduo que enfrenta problemas com a realidade dentro de sua cabeça, inevitavelmente acaba procurando apoio em alicerces insustentáveis. Isso pode ser um problema psicológico, depressivo, mas NUNCA um problema musical.

Qual foi a criatura que nunca esteve numa "deprê" e escutou músicas tristíssimas pra se sentir pior ainda? É possível ficar triste e suicida escutando Zezé di Camargo e Luciano, Sorriso Maroto, Aviões do Forró e... Bom, creio que deu pra entender a linha de raciocínio.

Eu mesmo sem saber sempre fui do Rock. Isso se deu devido a forte influência dos meus pais escutando os LP's que fizeram sucesso nas décadas de 50, 60, 70 e alguns pouquíssimos de 80 (deve ser por isso que não apreciso muito o estilo da época). Não posso esquecer da minha irmã que ouviu todos os tipos de Rock possíveis e isso ajudou muito a formar as preferencias do meu estilo musical.

Eu poderia escrever um post de um ano falando apenas de Rock n Roll que ainda haveria assunto, mas gostaria apenas de frisar que ser do Rock vai muito além do que se imagina. É uma coisa da alma. Vale a pena também conferir todos os movimentos que lapidaram cada uma das vertentes do Rock que conhecemos hoje.

Me despeço desejando sempre ótimos dias de Rock n Roll e atitudes Rock para um mundo melhor!





quinta-feira, 12 de julho de 2012

Mais uma chacina futebolística

De início gostaria de parabenizar ao Palmeiras, por conquistar mais um título e tirar o pé da geladeira, que já estava quase aprodecido de tão frio que andava!


Infelizmente não disponho de tempo para assistir o jornal pela manhã (a noite também é raro, mas me esforço sempre) e venho ao trabalho escutando as notícias no rádio (de preferência na Kiss FM).

Enquanto me contentava com o fato de não ter trânsito apesar da chuva que caia, ouvi no rádio que ontem, após a vitória do Bicampeonato do Palmeiras na Copa do Brasil, foram mortos na Região Norte de Osasco, sete pessoas que estavam comemorando o título conquistado.

É incrível como quando um ser humano ouve uma notícia dessas nada o atordoa, nada o deixa incomodado. Ouvir uma notícia desse gênero tornou-se tão comum e insignificante como saber dos casos de corrupção em Brasília.

A notícia informa, que os sete mortos eram torcedores do Palmeiras. E daí? Poderia ser qualquer pessoa que torcesse para outro clube ou não. Nada justifica o fato de acontecerem mortes por conta de futebol (por conta de nenhum outro motivo).

Estamos acostumados a conviver com inúmeros tipos de preconceitos por aí, como: Homofobia, Xenofobia, Preconceito Étnico, Bullying, Neo (fake) Nazistas e afins.

E numa época onde o saudosismo está na moda, seria correto afirmar que estamos retrocendo no tempo, umas 70 décadas? Onde dizimar o que não era puro, e agradável era a opção mais viável?

A polícia vai investigar o caso mas, perícia nenhuma conseguirá extirpar essa visão torpe que alguns anencéfalos construiram a respeito do futebol.

- Condolências de uma Corinthiana que ficou muito triste com essa notícia.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Camões

Hoje, no meio do meu bom humor matinal, trombei Camões na rua e tudo ficou lindo!
"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades."

Eu não sei o Bruno, Mazzeo uso o Twitter ...

- Um pouco atrasada, mas eu não tive tempo de comentar.




Eis que ante-ontem estava dando um rápido F5 pra saber o que acontecia no mundo, quando me deparei com o nome do filho do Chico Anízio sendo mencionado em muitos site por aí.
O engraçadíssimo (e nada bonito) Bruno Mazzeo, inesperadamente resolveu se revoltar com a rede social dos micro-blogs (o Twitter) dizendo que pessoas inteligentes não o usam.


''Bruno Mazzeo causa revolta ao afirmar que Twitter é para pessoas burras - http://f5.folha.uol.com.br/celebridades/1118486-bruno-mazzeo-causa-revolta-ao-afirmar-que-twitter-e-para-pessoas-burras.shtml ''

Não bastasse descer a lenha a respeito do Twitter, o ator ainda desferiu comentários um tanto ácidos para o  humorista Rafinha bastos, dizendo que que ele faz um humor ruim e que fala como se ele próprio tivesse inventado o stand-up e que antes dele não existia humor: 

“A minha turma é muito mais legal. Mas, de repente, veio essa galera do stand-up, e eles começaram a se definir como se fossem o último biscoito da caixinha. O Rafinha Bastos praticamente inventou o humor, né? Ele dá entrevistas sobre o humor como se não existisse o gênero antes dele. Só que faz um programa que não chegou a um ponto no ibope. Com essa galera do stand-up eu não compartilho. E nem gosto de assistir, acho bobo, monótono. É uma opinião minha.” (http://suacidade.com/bruno-mazzeo-detona-usuarios-do-twitter-e-fala-mal-de-rafinha-bastos)

O que mais me intrigou não foi o fato do Bruno Mazzeo criticar o Twitter ou o Rafinha Bastos, mas sim o fato dele abdicar ser uma pessoa "desprovida de conhecimento'' (burra) para magicamente tornar-se inteligente, deixando apenas de utilizar uma rede social. 

Ele poderia parecer mais inteligente tentando não provocar toda essa "polêmica" na mídia (o que o assemelha um pouco ao criticado Rafinha Bastos) agindo de forma coerente como agia seu pai.

Sempre admirei a carreria de Bruno (como nota, quero citar o filme 'E aí, comeu?' que é uma comédia excelente!) e esse burburinho não me impedirá de acompanhar futuros trabalhos do ator.

No meio de toda sua crítica, o ator fala sobre o stand-up, que é "bobo" e que não gosta de assistir mas, dar palhinha no Programa do Jô, pode né? Confira: http://www.youtube.com/watch?v=hgeadMSIWTE



Pra fechar a estória com chave de ouro, o Rafinha Bastos podia abrir um processinho judicial só pra quebrar o gelo... O que acham?


terça-feira, 10 de julho de 2012

Querida São Paulo.

Era fim do dia e eu estava perdida do meio da cidade acesa, procurando dentro das janelas de muitos edifícios, ver alguém interessado na paisagem da maneira como eu estava.

São Paulo é linda, Centro, Centro Velho, Centro expandido, São Paulo.

Não há como odiar o caos do trânsito (ou dos transportes públicos) sem de vez em quando, dar uma sondada por uma frestinha da janela, esquecer o ar cinza poluído e pensar que a cidade pode ser linda, dependendo apenas do ponto de vista.




(Adendo da pessoa que trabalha perto do Copan e nunca tinha reparado nisso...)

Eu sou de São Paulo, não consigo viver sem essa cidade (e estado) miscigenado.

Quem vem pra cá, as vezes numa tentativa frustrada de conseguir emprego, ou seja lá o que for, nunca retorna da mesma maneira. São Paulo tem algo capaz de atingir as pessoas de algum jeito muito peculiar.

E os xenofóbicos culturais anti-migração que me perdoem, mas eu adoro essa mistura.

É nesses momentos de reflexão que cantarolo baixinho com meus botões:

"Alguma coisa acontece no meu coração..."